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sábado, 20 de setembro de 2008

Gragoatá

Sentado na grama, encostado em uma árvore, vendo o sol se por atrás da ponte, as luzes do centro do rio se acendendo aos poucos, inclusive aquele prédio com neon azul na fechada, que até hoje tenho curiosidade de saber para que serve. A lua surgindo, o cristo sendo iluminado, o barulho das ondas da Baia batendo nas pedras logo abaixo dos meus pés e o vento gelado que lava a alma, parece levar o que há de impuro (por isso preciso ficar muito tempo sentado por lá). Tudo isso com o mp3 no ouvido, baixo para não abafar os sons a minha volta, alguma música que diga o que eu queira ouvir, pois o momento é meu e não estou ali para ser contrariado. E o cigarro na boca, mais consumido pelo vento que por mim.
Mais perfeito que isso seria trocar o agasalho por uma companhia, a música por uma boa conversa e o cigarro por um beijo.

O melhor texto da minha vida

Não sou nenhum negro gato, mas me parece que já estou na minha sétima vida ou mais. Contando em relação ao amor, já devo estar na minha terceira vida. Pois já tive dois amores da minha vida e posso dizer com certeza sim que ela foi o amor da minha vida, pelo menos de uma delas. E quantas vezes experimentei a melhor refeição da minha vida? Sem que uma necessariamente superasse a antiga eleita. Já a melhor noitada da minha vida parece se repetir mensalmente, nesse requisito já estou de pele gastada de tantas troca. A melhor transa da minha vida me faz querer viver várias vezes mais. E a melhor noite de sono da minha vida me revigora para a próxima.
Mas tenho certeza que viver não foi a melhor idéia da minha vida.