Johnny tem 20 amigos e algumas boas idéias, misturadas com energéticos. Quando se está sem destino esse é um belo passaporte para qualquer lugar. Alias, diga-se de passagem, quem vai para vários lugares numa noite só é porque não tem pra onde ir. Isso sim é uma verdade, ao contrario do que dizem dos que bebem sozinhos, que são pessoas tristes e solitárias. Errado! Como Johnny, quem bebe sozinho é uma pessoa sem metas, procurando razões que só a bebida dá para seus atos. Sejam elas físicas, morais ou sociais.
Johnny não queria a de azul. Sempre preferiu a cor vermelha. E nunca errou nisso. Talvez uma ou duas vezes, mas nada que mude o placar. A 51 lhe dizia para ir na de azul. Lhe gritava nos ouvidos. Mas Johnny não dá ouvidos a quem não gosta de cerveja. Assim, gastando duas horas de saliva e diminuindo seu numero de amigos no bolso, Johnny descobriu que a de vermelho tinha namorado, que a de azul estava de olho numa diversão e que as duas eram amigas e não davam trela para galinhas que chegam nas duas.
Uma pessoa desavisada... Escrevo por não saber para onde correr... Corro quando não sei o que dizer...
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Construir uma árvore
Nós perdemos o tato. Tão difícil de achar. Você se recusa a ouvir quando não tenho palavras para dizer e anota casa asneira que digo de cabeça quente. Mas que puta sacanagem. Nós poderíamos plantar uma casa, poderíamos construir uma árvore se esquecêssemos das lagrimas que derramamos, das ruas em que andamos, dos venenos que tomamos e dos desesperos que sonhamos.
Nós perdemos o acaso. Tão raro de acontecer. E eu não te entendo mais. Confusões, desentendimentos que nem mais o breve romantismo pode frear. Eu vejo através de você e nada mais é o mesmo.
Desculpe, mas vou te fazer chorar.
Nós perdemos o acaso. Tão raro de acontecer. E eu não te entendo mais. Confusões, desentendimentos que nem mais o breve romantismo pode frear. Eu vejo através de você e nada mais é o mesmo.
Desculpe, mas vou te fazer chorar.
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